quarta-feira, 28 de julho de 2010

SABER ENVELHECER


O que as pessoas precisam entender é que a vida é uma passagem,

uma transitoriedade, pois, viver é envelhecer.

Não é à toa que no dia do nosso aniversário,

nossos amigos nos desejam muitos anos de vida,

pois conseguir isso é envelhecer.

Será que nossos amigos estão nos desejando mal, ou desejando para envelhecermos com dignidade e aproveitamento?

Entretanto existe uma grande diferença entre envelhecer e ficar velho.

Envelhecer é seguir a trajetória natural do rio da vida,

com felicidade e resignação, consciente de que todas as pessoas estão envelhecendo:

nossos netos, filhos, amigos e cada um de nós.

Ficar velho é resistir à passagem milagrosa do tempo,

é querer o impossível, ou seja, ser eterno, ficar para semente, permanecer o mesmo para sempre.

Ficar velho é lutar contra a realidade humana,

cujo valor principal está no fato de que toda a existência passa e devemos usufruí-la.

Para a vida não existe novos ou velhos.

Não é o envelhecimento que dói, o que nos faz sofrer é a idéia errada que

temos desse fato; é a resistência a esse processo que,

no mundo, é uma resistência à beleza de viver.

Outra coisa importante é que o envelhecimento é fácil,

não depende de nós, o difícil é o crescimento espiritual,

é adaptarmos a este processo natural da vida.

Pessoas que possuem este crescimento envelhecem com dignidade e felizes.

A chave da felicidade é utilizar ou usufruir a vida em todas as suas fases,

ao invés de lamentar seu curso.

A idade avançada não nos dá o direito de sermos rabugentos, de reclamar,

queixar, acomodar ou de nos julgar com direitos superiores aos mais novos.

O Estatuto do Idoso resguarda-o de maus tratos e não de se julgar

superior e com privilégios sobre os demais seres humanos.

Qualquer ser humano possui direitos, mas principalmente DEVERES.

O importante é aceitar o envelhecimento com coragem e satisfação

agradecendo o fato de estar vivo, podendo usufruir de tudo que a VIDA nos proporciona.


Balzac dizia: “Pelo fato de envelhecer não se deixa de rir, mas ao deixar de rir envelhecemos de fato e com rapidez!”