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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Alguns fatos que você ainda não sabe sobre a morte de Ayrton Senna

Hoje completam 20 anos sem um dos maiores nomes nacionais. Para que a data não passe em branco, confira algumas curiosidades sobre a vida desse grande piloto.
 Reprodução/Veja

No dia 1º de maio de 1994, Ayrton Senna da Silva sofria um acidente fatal. Naquela manhã de domingo, o tricampeão mundial deixaria uma falta irreparável nos milhares de fãs que tinha no Brasil e no mundo. O acidente, que aconteceu na curva Tamburello do GP de San Marino, hoje é lembrado por muitos com pesar.
Ayrton Senna era conhecido por seu carisma e sempre foi descrito como uma pessoa simpática e muito atenciosa por todos os fãs e jornalistas que tiveram a oportunidade de conhecê-lo. Uma dessas pessoas foi o jornalista Livio Oricchio, que acompanhou a carreira do piloto e estava presente nos últimos instantes da vida de um de nossos maiores heróis.
Depois de presenciar as vitórias e, infelizmente, relatar a partida do grande piloto, Oricchio preparou um especial para o UOL em que revela maiores detalhes sobre os últimos dias da carreira de Senna. Abaixo você confere alguns dos fatos retirados do especial:

 
  • O carro que Senna pilotava naquela temporada era o Willians FW16, cujo projeto era de responsabilidade do engenheiro Adrian Newey. O brasileiro já havia tido dificuldades em pilotar o carro por conta da instabilidade do veículo ao passar sobre qualquer irregularidade no asfalto. Senna chegou a solicitar a Frank Williams, dirigente da escuderia, que pudesse treinar com o FW15C;
  • Uma das dificuldades de Senna era que ele machucava as mãos enquanto pilotava. Ao virar o volante, o piloto esbarrava com as mãos na parte superior do cockpit e se feria. A configuração do volante foi alterada para evitar o problema e muitos acreditam que isso foi determinante para o acidente;
  • Tudo indica que a pressão psicológica também influenciou diretamente o piloto. Senna estava indo para a terceira etapa do mundial sem ter marcado nenhum ponto, enquanto Michael Schumacher – seu principal adversário – havia vencido as duas corridas do campeonato e estava na liderança com 20 pontos;
  • Na sexta-feira (29 de abril de 1994), logo no início do treino, Rubens Barrichello – com 21 anos na época – sofreu um acidente que também deixou Senna preocupado. Barrichello bateu contra um muro a cerca de 200 km/h e capotou. O jovem piloto ficou desacordado por alguns instantes e Senna, que foi conferir a cena de perto, saiu de lá visivelmente abalado;
  • No sábado (30 de abril), a situação ficou ainda pior. O piloto austríaco Roland Ratzenberger morreu ao colidir a 300 km/h na curva Villeneuve do circuito de Ímola. Senna, que já estava abalado pelo acidente de Barrichello no dia anterior, ficou ainda mais entristecido. O piloto chegou a ir até o local da pista onde havia ocorrido o acidente e depois chorou compulsivamente pela perda do colega. Para agravar a situação, o brasileiro ainda recebeu uma advertência do belga Roland Bruynseraede, delegado de segurança da F1 e diretor de prova, por ter ido até o local do acidente;
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  • Sid Watkins, médico da Fórmula 1 e amigo do piloto brasileiro, chegou a aconselhá-lo a não disputar o GP de San Marino no sábado à noite, poucas horas do acidente. “Ele me disse, o que é que eu vou alegar para a equipe, nessa situação em que estamos, 20 pontos atrás de Schumacher na classificação? Apenas que não estou bem?”, revelou o médico anos depois;
  • No domingo (1º de maio), logo na largada da prova, um acidente com o carro da Benetton fez com que osafety carentrasse na pista. Nesse momento, Senna estava em primeiro lugar, seguido de Schumacher. Como naquela época osafety carera um veículo de série, a velocidade percorrida no circuito era menor do que o necessário para manter a temperatura dos pneus e dos freios, o que facilitaria a retomada da competição. A baixa velocidade fez com que a pressão dos pneus da Williams caísse e isso também pode ter contribuído para o acidente;
  • Depois de passar pela tangente da curva Tamburello e se chocar gravemente, Senna recebeu pronto atendimento. Os comissários de prova do circuito de Ímola revelaram que foi encontrada uma bandeira da Áustria em meio aos destroços do carro do brasileiro. Provavelmente, Senna havia planejado fazer uma homenagem a Roland Ratzenberger, que havia falecido no dia anterior;
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  • O corpo de Ayrton Senna foi trazido ao Brasil na classe executiva em um voo que partiu de Paris para São Paulo. Com as cortinas fechadas, apenas a tripulação sabia que o caixão do piloto estava na aeronave e nenhum dos passageiros foi informado para que não houvesse tumulto. Demais aeronaves que estavam no ar naquele momento e foram avisadas que o corpo do piloto estava sendo transportado passaram pelo avião fazendo sinal de luzes e algumas tripulações enviaram mensagens;
  • Quase um ano após a morte de Senna, em março de 1995, o capacete que o piloto usou ao conquistar o seu primeiro título na Fórmula 1, em 1988, foi leiloado. O lance vencedor foi de 45 mil dólares pela peça que tinha os autógrafos de Senna e da apresentadora Xuxa, com quem o piloto teve um relacionamento.

sábado, 23 de junho de 2012



A festa de São João é talvez a mais importante comemoração das festas dos santos populares e ocorrem no mês de junho. Uma das teorias sobre a origem das festas juninas é que elas teriam surgido justamente a partir do nome de São João: as festas seriam antes chamadas de "Joaninas". Logo nos primeiros segundos do dia 24 de junho - data de nascimento do santo - já se ouve o estalar dos fogos de artifício festejando a figura de São João Batista por todo o país. A seguir, você poderá saber mais sobre o santo que deu origem a essa data comemorativa.

As tradições de São João

Segundo a Bíblia, a mãe de João Batista, Isabel, era prima de Maria, mãe de Jesus. Sendo assim, os dois eram primos de segundo grau. Os historiadores acreditam que João teria nascido cerca de 7 anos antes de Cristo. No dia de seu nascimento, 24 de junho, sua mãe, Isabel, teria mandado erguer um mastro iluminando-o com uma fogueira para que sua prima, Maria, vendo aquele sinal, soubesse que seu bebê havia nascido. Daí teriam vindo as tradições de se acender fogueiras e erguer-se mastros como forma de homenagear o santo.
A tradição conta ainda que Maria teria ido logo visitar o recém nascido João Batista levando-lhe como oferenda um feixe de folhas secas perfumadas, flores e uma capelinha, que hoje também são símbolos das festividades.

A história de São João

O pai de João, Zacarias, era sacerdote e sua mãe, Isabel, também fazia parte da sociedade religiosa da época. Assim, João Batista cresceu em meio aos ritos religiosos e tornou-se um profeta entre os judeus, responsável pela tradição judaica do batismo, o qual realizava nas águas do rio Jordão. Ao tomar a decisão de batizar também os gentios (pagãos) que decidiam se converter ao judaísmo, o profeta angariou admiradores e também inimigos.
Como profeta, João anunciava a vinda do Messias que era esperado pelos judeus como a esperança de tornar seu povo uma nação independente. Quando Jesus foi ao encontro do profeta para que ele o batizasse, João admirou-se e teve sua fé fortalecida. A bíblia diz que, ao batizar Cristo, uma pomba - símbolo do Espírito Santo - sobrevoou o rio e ouviu-se uma voz dizer: "este é Meu filho amado com o qual Me alegro".
João Batista já era seguido por uma multidão quando passou a clamar contra o Rei Herodes condenando sua postura de ter repudiado sua esposa para ficar com sua cunhada, Herodíades. Embora o rei dissesse não se importunar com as pregações do profeta, após assistir uma belíssima dança de Salomé, filha de Herodíades, prometeu dar-lhe qualquer presente que a jovem pedisse. Salomé não pensou duas vezes, e pediu de presente a cabeça de João Batista, a qual lhe foi depois entregue em uma bandeja de prata.
As festas de São João trazem algumas tradições:

É considerado o Santo Protetor:

  • dos casados e enfermos
  • protege contra dores de cabeça e garganta
As comidas - Prevalecem as derivadas do milho, mas encontramos outras variações: canjica, pamonha, curau, mugunzá, pipoca, milho cozido, milho assado, arroz doce, pé-de-moleque, bolo de macaxeira, quentão.
Danças- A quadrilha, de origem européia, é sem dúvida a mais popular. Também existem as chamadas danças de fitas.
O Mastro - O levantamento do mastro de São João se dá no anoitecer da véspera do dia 24. O mastro sustenta uma bandeira que pode ter dois formatos, em triângulo com a imagem dos três santos, São João, Santo Antônio e São Pedro ou em forma de caixa, com apenas a figura de São João com o carneirinho. Seu hasteamento é acompanhado pelos devotos, padre que realiza as orações e benze o mastro.

A cantiga:

Se São João soubesse
Quando era o seu dia
Descia do céu à terra
Com prazer e alegria
Minha mãe quando é meu dia?
- Meu filho, já se passou!
- Numa festa tão bonita
Minha mãe não me acordou?
Acorda João!
Acorda João!
João está dormindo
Não acorda, não!

domingo, 17 de junho de 2012

Aprender a amar...


Diz a lenda que o Senhor, após criar o homem e não tendo nada sólido para construir, fez a Mulher, tomou um punhado de ingredientes delicados e contraditórios, tais como timidez e ousadia, ciúme e ternura, paixão e ódio, paciência e ansiedade, alegria e tristeza e assim fez a Mulher e a entregou ao homem como sua companheira. Após uma semana, o homem voltou e disse:

- Senhor, a criatura que me deste faz a minha vida infeliz. Ela fala sem parar e me atormenta de tal maneira que nem tenho tempo para descansar. Ela insiste em que lhe dê atenção o dia inteiro e assim as minhas horas são desperdiçadas. Ela chora por qualquer motivo e fica facilmente emburrada e, às vezes, fica muito tempo ociosa. Vim devolvê-la porque não posso viver com ela.

Depois de uma semana o homem voltou ao Criador e disse:

- Senhor, minha vida é tão vazia desde que eu trouxe aquela criatura de volta! Eu sempre penso nela, em como ela dançava e cantava, como era graciosa, como me olhava, como conversava comigo e como se achegava à mim. Ela era agradável de se ver e de acariciar. Eu gostava de ouvi-la rir. Por favor, me dê ela de volta.

- Está bem, disse o Criador. E a devolveu.

Mas, três dias depois, o homem voltou e disse:

- Senhor, eu não sei. Eu não consigo explicar, mas depois de toda esta minha experiência com esta criatura, cheguei à conclusão que ela me causa mais problemas do que prazer. Peço-lhe, tomá-la de novo! Não consigo viver com ela!

O Criador respondeu:

- Mas também não sabe viver sem ela.

E virou as costas para o homem e continuou seu trabalho.

O homem desesperado disse:

- Como é que eu vou fazer? Não consigo viver com ela e não consigo viver sem ela.

E arremata o Criador:

- Achei que, com as tentativas, você já tivesse descoberto.
Amor é um sentimento a ser aprendido. É tensão e satisfação. É desejo e hostilidade. É alegria e dor. Um não existe sem o outro. A felicidade é apenas uma parte integrante do amor. Isto é o que deve ser aprendido. O sofrimento também pertence ao amor. Este é o grande mistério do amor, a sua própria beleza é o seu próprio fardo. Em todo o esforço que se realiza para o aprendizado do amor é preciso considerar sempre a doação e o sacrifício ao lado da satisfação e da alegria. A pessoa terá sempre que abdicar de alguma coisa para ganhar outra.
É como plantar uma árvore frente a uma janela...
Se ganha sombra, mas perde-se uma parte da paisagem. É preciso considerar tudo isso, quando nos dispomos a aprender a amar.

domingo, 27 de maio de 2012

Momentos de sonhar...

Quando os nossos sonhos se acabam, fica um vazio imenso, Uma vontade de parar, De desistir de tudo...

É um período difícil, em que os dias, as horas, e até os segundos são longos...

Não conseguimos progredir...

Falta vontade, motivação...

Fechamo-nos para tudo e para todos, como se nada importasse, nada tivesse algum valor...

Vamos nos destruindo pouco a pouco...

Por que será que muitas coisas em que acreditamos, chegam ao fim?

Acreditamos na felicidade eterna, e muitas vezes ela não passa de um pequeno tempo...

Tempo suficiente para deixar uma saudade infinita...

Até que um dia...

Um novo sonho começa a dar o ar de sua graça, chegando de mansinho, tentando abrir os cadeados do nosso coração...

Estamos trancados, com um enorme medo de sofrer de novo. Mas mesmo assim, o novo sonho vem chegando, trazendo na mala tudo de novo...

E como todo novo sonho, é regado de novidades que fascinam, mexendo com emoções adormecidas, trazendo de volta a emoção de viver, amar, recomeçar!

Nesta hora, quando tudo ressurge, podemos avaliar melhor a vida...

Temos que transformar cada pequeno instante, em grandes momentos...

Eliminar tudo que maltrata o nosso corpo, o nosso espírito, e dar lugar somente ao que nos engrandece como verdadeiro ser humano e filho de Deus!

E se os seus sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupe...

Eles estão no lugar certo.

Construa os alicerces, e SUBA!

Nunca desista de ser feliz!

SONHE, pois o SONHO comanda a vida!!!

Atreve-te a SONHAR e encontra a FELICIDADE .

Texto de Eliene Menezes

domingo, 20 de maio de 2012

A formiga e a pomba...

Uma formiga foi à margem do rio para beber água, e, sendo arrastada pela forte correnteza, estava prestes a se afogar.

Uma pomba que estava numa árvore sobre a água, arrancou uma folha, e a deixou cair na correnteza perto dela. A formiga, subiu na folha, e flutuou com segurança até a margem.

Pouco tempo depois, um caçador de pássaros, veio por baixo da árvore, e se preparava para colocar varas com visgo perto da Pomba que repousava nos galhos alheia ao perigo.

A formiga, percebendo sua intenção, deu-lhe uma ferroada no pé. Ele repentinamente deixou cair sua armadilha, e isso deu chance para que a Pomba voasse para longe a salvo.

Moral: O grato de coração sempre encontrará oportunidades para mostrar sua gratidão. (Esopo)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Qual a parte mais importante do corpo?

Quando eu era muito jovem, minha mãe me perguntou qual era a parte mais importante do corpo.

Eu achava que o som era muito importante para nós,
seres humanos, então eu disse:
- Minhas orelhas, mãe.
- Não, disse ela.

Muitas pessoas são surdas...
Mas continua pensando sobre este assunto.

Algum tempo se passou até que minha mãe perguntou outra vez.

Eu havia pensado bastante e imaginava ter encontrado a resposta correcta.
Assim, desta vez eu lhe disse:
- Mãe, a visão é muito importante para todos, então devem ser nossos olhos.

Ela me olhou e disse:
- Estás aprendendo rápido, mas a resposta ainda não está correcta, porque há muitas pessoas que são cegas...
Eu havia errado outra vez.

Continuei a minha busca por conhecimento ao longo do tempo.
Minha mãe voltou ao assunto várias vezes, mas a cada resposta minha, ela respondia:

- Não... Mas estás ficando mais esperta a cada ano.
Então, um dia, o meu avô morreu.
Todos estavam tristes. Todos choravam.

Até mesmo meu pai, que eu nunca havia visto chorar.
Minha mãe olhou para mim quando fui dar o meu adeus ao meu avô, e me perguntou:

-Já sabes qual a parte do corpo mais importante?
Fiquei um tanto chocada por ela me fazer a pergunta justamente naquele momento.

Sempre achei que era apenas um jogo entre nós duas.
- Hoje é o dia em que necessitas aprender esta importante lição, disse ela.

Ela me olhou de um jeito que só uma mãe pode fazer e falou:
- Minha querida, a parte do corpo mais importante são teus ombros.

Intrigada, perguntei: - Porque eles sustentam minha cabeça?
– Não, respondeu ela, é porque podem apoiar a cabeça de um amigo ou de alguém amado quando eles choram.

Todos precisam de um ombro para chorar em algum momento de sua vida.
Naquela ocasião eu descobri qual a parte do corpo mais importante.
Descobri, também, a importância de ser "simpático" à dor dos outros.
Porque, naquela hora, quem precisou de um ombro fui eu.

- Espero que tenham bastante amor e amigos, e que seus ombros estejam sempre à disposição quando alguém precisar, disse minha mãe.

Sempre que recordo este fato, lembro da seguinte citação:
"As pessoas esquecerão do que você disse...esquecerão do que você fez...mas as pessoas nunca esquecerão do que você as fez sentir."
"Os bons amigos são como estrelas...nem sempre as vemos, mas sabemos que sempre estão lá."

quinta-feira, 26 de abril de 2012

.: A Idade de Ser Feliz :.


Há uma idade na qual podemos ser felizes, vocês sabem qual é?



Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.




À hora certa de ser feliz é hoje, é agora... Todos os dias nós recebemos um presente chamado presente, devemos desfrutá-lo da melhor maneira possível. Aproveite seu presente, pois a idade certa é todos os dias...

 Velho Sábio

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Nunca desista de sonhar...



Ao chegar a este mundo, trazemos os olhos cheios de simplicidade e de uma alegria ingênua, contagiante...

Nessa época de infância, despreocupada e leve, quantos sonhos carregamos! A imaginação corre livre. Não há limites para a mente fértil. Tudo é possível.

Mas crescemos. E a vida vai se encarregando de apagar um pouco do brilho dos nossos olhos.

Ouvimos tantas vezes a palavra "não" que, aos poucos, nos revestimos de uma cautela exagerada. Passamos a ter medo de ousar ir além, de transpor até mesmo pequeninos limites.

Devagar, muito lentamente, passamos a colocar cada vez mais freios na alma, a exercer autocensura, a matar a imaginação.

Antes de sonhar, repreendemos a nós mesmos: "Ah, isso não é possível!" Ou "Isso não vai dar certo." E nem nos permitimos imaginar algo novo e ousado.

Mas, pensemos, vale a pena viver de forma tão metódica? Com cada passo contado? Com os sonhos reprimidos?

A resposta é não. Não vale a pena sufocar os sonhos, que podem ser a ponte para uma vida mais feliz e plena.

Um sonhador é alguém que não se acomoda. Está sempre buscando algo de bom, de novo, de diferente. É um idealista, um lutador.

Observe que não estamos falando de pessoas rebeldes, daquelas que desejam apenas quebrar regras como forma de provocação.

Falamos de pessoas que aspiram viver em um mundo mais justo, abençoado por gestos de fraternidade e cheio de ética, alegria e paz.

Você lembra quando John Lennon cantou que era um sonhador, mas que não era o único?
Na música "Imagine", ele imaginava um planeta livre de preconceitos religiosos, sem que as fronteiras dos países impedissem os homens de ser irmãos.

Pois é. O que Lennon queria mesmo era que mais sonhadores se juntassem a ele, para que o Mundo fosse um só, muito mais unido, mais solidário e amoroso.

Vamos atender a esse convite?
Sim, porque atender a esse chamado de irmandade é também aderir à mensagem de grandes líderes religiosos, de filósofos, de homens de bem.

Lembremos que a Humanidade caminha porque há quem sonhe. Inventores, cientistas, sacerdotes, pensadores em geral são grandes sonhadores.

Gandhi sonhou que a independência da Índia seria conquistada sem violência. E conseguiu dobrar o poderoso império britânico, sem pegar em armas. Apenas com gestos de amor, com seriedade e com uma vontade férrea.

São homens como esse os verdadeiros sonhadores. Não aguardam sentados. Não se deixam abater. Não permitem que o pessimismo alheio os contamine.

Sonhadores movem o Mundo, a partir de ideais que eles tornam realidade. Os seus são sonhos de bem-estar, de fraternidade, de gestos amorosos.

Permita-se, você também, sonhar coisas belas, buscar mudanças positivas. Toque as estrelas com as pontas dos dedos. Sonhe.

Sonhe, sim. Todos os dias, todas as horas. E tente fazer seus sonhos se materializarem, para mudar o Mundo para melhor.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 10 de abril de 2012

A Embalagem de Deus...

Um jovem estava para se formar.
Já há muitos meses ele vinha admirando um lindo carro esporte.
Sabendo que seu pai podia muito bem arcar com aquela despesa, ele disse ao pai que o carro era tudo o que ele desejava.
Como o dia da formatura estava próximo, o jovem esperava sinais de que seu pai tivesse comprado o carro.
Finalmente, na manhã da formatura, o pai o chamou e disse quão orgulhoso se sentia por ter um filho tão bom e disse a ele o quanto o amava.
Então entregou ao filho uma caixa de presente, lindamente embalada.
Curioso e, de certa forma desapontado, o jovem abriu a caixa e encontrou uma Bíblia de capa de couro com o nome dele gravado em ouro.
Irado, ele levantou a sua voz para o pai e disse: "Com todo o dinheiro que você tem, você me dá uma Bíblia?" E violentamente saiu de casa.
Muitos anos se passaram, e o jovem tornou-se um homem de sucesso nos negócios.
Ele tinha uma linda casa e uma família bonita, mas certo dia percebeu que seu pai já estava idoso e resolveu visitá-lo.
Ele não via o pai desde o dia da formatura.
Antes de terminar os preparativos para a viagem, recebeu um telegrama informando que seu pai havia falecido e deixado todas as suas posses em testamento para o filho.
Ele precisava imediatamente ir à casa do pai e cuidar de tudo.
Quando lá chegou, sentiu um misto de tristeza e arrependimento preencher o seu coração.
Estava remexendo os documentos e papéis do pai quando viu a Bíblia, ainda nova, exatamente como ele havia deixado anos atrás.
Com lágrimas, ele abriu a Bíblia e começou a virar as páginas.
Seu pai havia sublinhado cuidadosamente o versículo de Mateus 7.11:
"Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhes pedirem?"
Enquanto lia, uma chave de carro caiu da Bíblia.
Ela tinha uma etiqueta com o nome da revendedora, a mesma que tinha o carro esporte que ele tanto desejava.
Na etiqueta constava ao data da formatura, e as palavras:
"Totalmente pago."
Quantas vezes nós perdemos as bênçãos de Deus porque elas não vêm "embaladas" como nós esperamos!


Que possamos dar valor as coisas boas, mesmo que a "embalagem" seja um pouco diferente!!!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A arte de resolver conflitos.

O trem atravessava sacolejando os subúrbios de Tóquio numa modorrenta tarde de primavera.

Um dos vagões estava quase vazio: apenas algumas mulheres e idosos e um jovem lutador de Aikidô.

O jovem olhava, distraído, pela janela, a monotonia das casas sempre iguais e dos arbustos cobertos de poeira.

Chegando a uma estação as portas se abriram e, de repente, a quietude foi rompida por um homem que entrou cambaleando, gritando com violência palavras sem nexo.

Era um homem forte, com roupas de operário. Estava bêbado e imundo.

Aos berros, empurrou uma mulher que carregava um bebê ao colo e ela caiu sobre uma poltrona vazia. Felizmente nada aconteceu ao bebê.

O operário furioso agarrou a haste de metal no meio do vagão e tentou arrancá-la. Dava para ver que uma das suas mãos estava ferida e sangrava.

O trem seguiu em frente, com os passageiros paralisados de medo e o jovem se levantou.

O lutador de Aikidô estava em excelente forma física. Treinava oito horas todos os dias, há quase três anos.

Gostava de lutar e se considerava bom de briga. O problema é que suas habilidades marciais nunca haviam sido testadas em um combate de verdade. Os alunos são proibidos de lutar, pois sabem que Aikidô é a arte da reconciliação.

Aquele cuja mente deseja brigar perdeu o elo com o Universo.

Por isso o jovem sempre evitava envolver-se em brigas, mas no fundo do coração, porém, desejava uma oportunidade legítima em que pudesse salvar os inocentes, destruindo os culpados.

Chegou o dia! Pensou consigo mesmo. Há pessoas correndo perigo e se eu não fizer alguma coisa é bem possível que elas acabem se ferindo.

O jovem se levantou e o bêbado percebeu a chance de canalizar sua ira.

Ah! Rugiu ele. Um valentão! Você está precisando de uma lição de boas maneiras!

O jovem lançou-lhe um olhar de desprezo.

Pretendia acabar com a sua raça, mas precisava esperar que ele o agredisse primeiro, por isso o provocou de forma insolente.

Agora chega! Gritou o bêbado. Você vai levar uma lição. E se preparou para atacar.

Mas, antes que ele pudesse se mexer, alguém deu um grito: Hei!

O jovem e o bêbado olharam para um velhinho japonês que estava sentado em um dos bancos.

Aquele minúsculo senhor vestia um quimono impecável e devia ter mais de setenta anos...

Não deu a menor atenção ao jovem, mas sorriu com alegria para o operário, como se tivesse um importante segredo para lhe contar.

Venha aqui. - Disse o velhinho, num tom coloquial e amistoso. Venha conversar comigo. - Insistiu, chamando-o com um aceno de mão.

O homenzarrão obedeceu, mas perguntou com aspereza: Por que diabos vou conversar com você?

O velhinho continuou sorrindo. O que você andou bebendo? Perguntou, com olhar interessado.

Saquê. - Rosnou de volta o operário. - E não é da sua conta!

Com muita ternura, o velhinho começou a falar da sua vida, do afeto que sentia pela esposa, das noites que sentavam num velho banco de madeira, no jardim, um ao lado do outro.

Ficamos olhando o pôr-do-sol e vendo como vai indo o nosso caquizeiro, comentou o velho mestre.

Pouco a pouco o operário foi relaxando e disse: É, é bom. Eu também gosto de caqui...

São deliciosos. - Concordou o velho, sorrindo. E tenho certeza de que você também tem uma ótima esposa.

Não, falou o operário. Minha esposa morreu.

Suavemente, acompanhando o balanço do trem, aquele homenzarrão começou a chorar.

Eu não tenho esposa, não tenho casa, não tenho emprego. Eu só tenho vergonha de mim mesmo.

Lágrimas escorriam pelo seu rosto. E o jovem estava lá, com toda sua inocência juvenil, com toda a sua vontade de tornar o mundo melhor para se viver, sentindo-se, de repente, o pior dos homens.

O trem chegou à estação e o jovem desceu. Voltou-se para dar uma última olhada. O operário escarrapachara-se no banco e deitara a cabeça no colo do velhinho, que afagava com ternura seus cabelos emaranhados e sebosos.

Enquanto o trem se afastava, o jovem ficou meditando... O que pretendia resolver pela força foi alcançado com algumas palavras meigas. E aprendeu, através de uma lição viva, a arte de resolver conflitos.

Redação do Momento Espírita com base em conto do livro Histórias da alma, histórias do coração, de Christina Feldman e Jack Kornfield, ed. Pioneira.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 3, ed. Fep.
Em 19.04.2011

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Linda História Chinesa...

Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos,
cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.

Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito.
Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio.

Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água.

Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.

Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota, falou com a senhora durante o caminho:
'Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa...'

A velhinha sorriu:

'Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho?
Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado e todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas.

Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa.
Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa.

Cada um de nós tem o próprio específico defeito.
Mas o defeito que cada um de nós tem é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante.

É preciso aceitar cada um pelo que é e descobrir o que tem de bom nele.'

domingo, 25 de março de 2012

As Peneiras da Sabedoria...

Meia-noite em ponto!
Mais uma jornada na construção do Templo terminara.
Cansado por mais um dia, Mestre Hiram recostou-se sob o frescor do Ébano para o tão merecido descanso. Eis que, subindo em sua direção, aproxima-se seu Mestre Construtor predileto, que lhe diz:
– Mestre Hiram... Vou lhe contar o que disseram do segundo Mestre Construtor...
Hiram com sua infinita sabedoria responde:
– Calma, meu Mestre predileto...
Antes de me contares algo que possa ter relevância, já fizeste passar a informação pelas "Três Peneiras da Sabedoria?".
– Peneiras da Sabedoria??? Não me foram mostradas, respondeu o predileto!
– Sim... Meu Mestre! Só não te ensinei, porque não era chegado o momento; porém, escuta-me com atenção: tudo quanto te disserem de outrem, passe antes pelas peneiras da sabedoria e na primeira, que é a da VERDADE, eu te pergunto:
– Tens certeza de que o que te contaram é realmente a verdade?
Meio sem jeito o Mestre respondeu:
– Bom, não tenho certeza realmente, só sei que me contaram...
Hiram continua:
– Então, se não tens certeza, a informação vazou pelos furos da primeira peneira e repousa na segunda, que é a peneira da BONDADE. E eu te pergunto:
– É alguma coisa que gostarias que dissessem de ti?
– De maneira alguma Mestre Hiram... Claro que não!
– Então a tua estória acaba de passar pelos furos da segunda peneira e caiu nas cruzetas da terceira e última; e te faço a derradeira pergunta:
– Achas mesmo necessário passar adiante essa estória sobre teu Irmão e Companheiro?
– Realmente Mestre Hiram, pensando com a luz da razão, não há necessidade...
– Então ela acaba de vazar os furos da terceira peneira, perdendo-se na imensa terra. Não sobrou nada para contar.
– Entendi poderoso Mestre Hiram. Doravante somente e boas palavras terão caminho em minha boca.
– És agora um Mestre completo. Volta a teu povo e constrói teus Templos, pois terminaste teu aprendizado.

Porém, lembra-te sempre:

As abelhas, construtoras do Grande Arquiteto do Universo, nas imundícies dos charcos, buscam apenas flores para suas laboriosas obras, enquanto as nojentas moscas, buscam em corpos sadios as chagas e feridas para se manterem vivas...!

sábado, 24 de março de 2012

Saber cobrar

Dizem que não se cobra pelo que se faz, mas pelo que se sabe!

Um especialista foi chamado para solucionar um problema com computador
de grande porte e altamente complexo... um computador que vale 12 milhões de dólares.
Sentado em frente ao monitor, pressionou algumas teclas, balançou cabeça, murmurou algo para si mesmo e desligou o computador.

Tirou uma chave de fenda de seu bolso e deu volta e meia em um minúsculo parafuso. Então ligou o computador e verificou que tudo estava funcionando perfeitamente.

O Presidente da empresa se mostrou surpreendido e ofereceu pagar a conta no mesmo instante.
-Quanto lhe devo? - perguntou.
-São mil dólares, por favor.
-Mil dólares? Mil dólares por alguns minutos de trabalho? Mil dólares por apertar um parafuso? Eu sei que meu computador vale 12 Milhões de dólares, mas mil dólares é um valor absurdo! Pagarei somente se receber uma nota fiscal com todos os detalhes que justifique tal valor.

O especialista balançou a cabeça e saiu. Na manhã seguinte, o presidente recebeu a nota fiscal solicitada.
Na nota fiscal dizia:

Serviços prestados:
Apertar um parafuso .................. 1 dólar
Saber qual parafuso apertar......... 999 dólares

segunda-feira, 5 de março de 2012

Experiência...

Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar.
Já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo.
Já confundi sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro.
Já me cortei fazendo a barba apressado.
Já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas.
Já subi em árvore pra roubar fruta.
Já caí da escada.
Já fiz juras eternas.
Já escrevi no muro da escola.
Já chorei sentado no chão do banheiro.
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando.
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.
Já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios.
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro.
Já tremi de nervoso.
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua.
Já gritei de felicidade.
Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para
sempre" pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.

E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "- Qual sua experiência?".

Essa pergunta ecoa no meu cérebro: "experiência...experiência..."
Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?
Não!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!"

Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta
pergunta:

Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Histórias de Halloween!

 


Hoje (31) se comemora o Halloween, mais conhecido no Brasil como o "Dia das Bruxas". As manifestações são mais comuns nos países anglo-saxônicos, em especial nos Estados Unidos. Mas, nos anos 70, Campo Grande (MS) também teve sua bruxa, conforme a imprensa noticiou à época. Nada, porém, para se comemorar dado a tragédia que representou o episódio na então pacata Cidade Morena .
Ainda hoje, algumas pessoas dizem que não passa de lenda. Outras, ouvem comentários a respeito sem ter convicção de que realmente teria ocorrido.
Mas não se trata de lenda ou ficção.
O caso teve grande repercussão na cidade e ficou conhecido como os crimes da Bruxa da Sapolândia, uma mulher que foi presa acusada de matar crianças - vítimas de maus tratos e desnutrição - e que eram enterradas nos fundos de sua casa, numa área de brejo.
A mulher ganhou essa denominação nas manchetes dos jornais que associaram seus atos a das bruxas das histórias infantis - a mulher má que prendia criancinhas - mas com a realidade cruel: a morte de ao menos dez crianças, noticiou-se.
Por morar num bairro conhecido como Sapolândia, a associação foi inevitável. Afinal, além do corvo amigo, as bruxas - conforme os gibis - tinha o sapo como animal apropriado para poções maléficas.
'Cemitério' no brejo
O jornalista Fausto Brites, do Portal Correio do Estado foi testemunha dessa história, quando adolescente. O ocorrido pode parecer ficção, mas foi uma realidade, afirma.
"O cenário era perfeito para um filme de terror", diz o jornalista que esteve na casa da Bruxa da Sapolândia. Movido pela curiosidade, ele que morava na Rua Engenheiro Alírio de Matos, no Bairro Taquarussu, foi com alguns colegas e os irmãos mais velhos até o local. "A casa era de tábua, sem pintura e ficava às margens de um trilheiro que levava ao bairro. O terreno fazia fundos com o brejo e ali era onde criou-se o cemitério das crianças", conta.
Segundo o jornalista, os pequenos caixões, que ela mesmo fazia, eram de  ripas de madeira. Os corpos das crianças eram enrolados em redes ou colchas velhas. "Cheguei com meus amigos e irmãos logo depois da prisão da mulher. Havia uns cinco caixões ainda ao lado dos buracos. Estavam sujos de lama, assim como os tecidos. Os corpos já tinham sido retirados, mas os tecidos, usados como mortalhas, foram deixados. Como era brejo, daquelas sepulturas improvisadas minavam água. As muitas árvores no local criavam aquele clima de pântano de filme de horror. Fiquei impressionado".
A Bruxa da Sapolândia morava com um rapaz que também foi preso. "Quando chegamos na casa, havia um homem que estava tentando fazer uma moto funcionar. Ele depois entregou a chave para os policiais e foi levado dali na viatura. Umas pessoas que estavam próximas gritavam que ele era o ‘bruxo’. Não sei se era o marido dela, ou não".
Um dos jornais na época, publicou a foto da mulher, já presa, caída numa das celas da delegacia. "A matéria dizia que ela tinha entrado em transe", afirma o jornalista. Passados os dias os jornais não deram mais sequência ao caso. "Mas a história da Bruxa da Sapolândia não caiu no esquecimento",diz Fausto Brites.
Segundo ele, ainda hoje recebe telefones de acadêmicos em jornalismo, principalmente, qurendo saber  informações a respeito do caso. "Embora já naquela época eu sonhasse em ser jornalista, eu era adolescente e minhas recordações são da visita à casa da mulher e do que os jornais publicavam na época", explica.
Mas ele é categórico em afirmar que o caso é verdadeiro. Sobre a mulher, o jornalista explica que existem algumas versões a respeito, desde que teria morrido no presídio até que, passados alguns anos na cadeia, mudou-se da cidade para o interior do Estado.

"É como você fechar o livro de histórias de bruxa, quando se é criança, e elas (as histórias) ficam em sua mente, no início causando temor profundo; depois, já adulto, você dá boas risadas. O caso da Bruxa da Sapolândia, porém, não é para se dar risada. Ela  não tinha nariz adunco ou verruga no rosto e seu cabelo não era coberto por um chapéu preto. Mas, pela tragédia a qual foi acusada de ter protagonizado, com certeza ainda continuará sendo lembrada por muito tempo", frisa Fausto Brites.

Via: Correio do Estado

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Como foi o processo de evolução na produção das calcinhas e sutiãs!

Dos pesados tecidos que cobriam grande parte do corpo feminino aos modelos que modelam o corpo feminino, os sutiãs e as calcinhas passaram por uma verdadeira revolução. Se antes as peças reprimiam os movimentos das mulheres, hoje elas nem sentem que estão com o acessório. E nesse meio tempo, muitas novidades surgiram gradativamente. Quer saber o que mudou? Confira abaixo os principais destaques desta evolução extraídos do glossário da lingerie, preparado pela Invista e pela Lycra.


Século XV ao XVIII
Há quase 500 anos, o conceito de calcinha passou a ser divulgado no mundo. Na verdade, um calção na altura dos joelhos e uma blusa de alça, ambos arrematados por uma camisola, eram as peças que as mulheres usavam sob os vestidos. As mais antigas registradas foram criadas no período Tudor (entre 1485 e 1603), na Inglaterra.

Século XVIII
As mulheres passaram a usar calçolas (uma espécie de short), calças, pettucoats (tipo de saia) e armações de arame. Com a Revolução Industrial e, claro, com a proliferação das máquinas de costura, elas passaram a comprar suas lingeries nas lojas. A estampa já era comum.

Século XIX
Na segunda metade do século, a opção era usar as famosas ceroulas e calças bufantes com renda debaixo de uma coleção de saias. O charme, especialmente na era vitoriana (1837-1901), era a combinação da calça com as saias e os vestidos.


Da esquerda para a direita, evolução entre os séculos XV e XX


Século XX
Década de 1910

O francês Paul Poret criou modelagens inovadoras, colocando a cintura abaixo

dos seios, e decretou o fim dos espartilhos. Já Mary Tucek criou uma peça

com bojos separados, alças nos ombros que eram presas na parte de trás por

colchetes, marcando o nascimento do sutiã.

Em 1914, Mary Phelps une lenços

de se com faixas, patenteia o produto e inicia o comércio da lingerie.

Décadas de 1920 e 1930
Surge o modelo composto por dois triângulos de tecido presos a um

elástico que passava sobre os ombros, cruzava nas costas e abotoava

na frente. O Brasil começa a vender sutiãs próximo ao nascimento

do náilon. Como os peitos empinados estavam em alta, chega ao

mercado, em 1935, o primeiro sutiã com bojos e pespontos circulares

Década de 1940
Surge o enchimento com espuma. As facilidades do náilon

(secar rápido, não amassar e deixar a pele mais leve)

tornaram os principais atributos dos sutiãs. A partir da II Guerra Mundial,

as mulheres precisavam de roupas mais práticas, por isso passara a usar

calças compridas. Os calções, com isso, encolhem.

Década de 1950
É lançado o sutiã feito com duas almofadas de ar, que dava o efeito de

‘seios-globo’ e o modelo ‘peito de pomba’, com alças que se prendem à

ponta da armação, quase no limite das axilas. Nasce o fio lycra

. As estrelas de cinema mostram na tela como a mulher poderia

usar a lingerie como arma de sedução.


Da esquerda para a direita, evolução das décadas de 1920, 1940 e 1960


Décadas de 1960 e 1970
Surge a cinta-liga para segurar a meia-calça 7/8, ampliando as opções

de roupas íntimas. A alça elástica também é lançada na década de 1960.

Tecidos transparentes e as rendas começam aparecer em 1970,

com novos designs e tecidos diferentes para os sutiãs e calcinhas.


Mudanças entre as décadas de 1980 e 2000 (direita)

Décadas de 1980 e 1990
A cantora Madonna lança o conceito do sutiã como peça que pode ser

usada sobre a roupa. Os tecidos ficam mais finos, como uma segunda pele,

e os modelos sem costura são a novidade, assim como a lingerie esportiva.

A calcinha com formato de tanga também está em alta.

Décadas de 2000 e 2010
Destaque para as peças sem costura e com tecidos tecnológicos,

que estão cada vez mais finos, sempre associados à microfibra e à

tecnologia do fio lycra. As modelagens das calcinhas

com laterais largas

e cintura baixa estão com tudo. Passa-se a usar acessórios, como cristais,

botões, entre outros. Lançamento do sutiã com ‘efeito silicone’ é capaz de

levantar e juntar os seios.

( via Ig Moda )


domingo, 26 de junho de 2011

Carta de um louco para um maluco!



Era meia-noite, o sol brilhava entre as trevas de um dia claro e bonito.

Um homem vestido sem roupas com as mãos nos bolsos,

estava sentado em pé, numa pedra de pau, a beira de um rio seco, ele dizia:

— Prefiro morrer do que perder a vida!

Naquele momento, logo depois, um mudo disse a um surdo que estava intrigado pois um cego não parava de olhar para ele, enquanto o surdo estava ouvindo o mudo falar, um aleijado corria atrás de um carro parado.

Bem longe daqui, porém muito perto, um senhor alto, moreno, careca, mas muito baixo, penteava cortando seus longos cabelos loiros.

A noite, durante o sono, senti uma apetitosa falta de comer um prato sem alimentos, também vi peixes nadando na grama verde, tartarugas pulando de galho em galho, enquanto os bois nadavam num lago seco.

Enquanto outros suicidavam-se para viver, veio então um sujeito comendo guardanapo e limpando a boca com um pedaço de bife, assim ele começou a declarar uma poesia, porém calado dizia:

"Mais vale um vivo morto, que um morto vivo".

Quando acordei com um despertador latindo, deitado no relógio, me preparei para mais um dia de descanso, porém com muito trabalho…

terça-feira, 14 de junho de 2011

A Gardênia Branca


Todos os anos, no dia do meu aniversário, desde que completei doze anos, uma gardênia branca me era entregue anonimamente em casa. Não havia nunca um cartão ou um bilhete e os telefonemas para o florista eram em vão, pois a compra era sempre feita em dinheiro vivo.

Depois de algum tempo, parei de tentar descobrir a identidade do remetente. Apenas me deleitava com a beleza e o perfume estonteante daquela única flor, mágica e perfeita, aninhada em camadas de papel de seda cor-de-rosa.

Porém nunca parei de imaginar quem poderia ser o remetente. Alguns de meus momentos mais felizes eram passados sonhando acordada com alguém maravilhoso e excitante, mas tímido ou excêntrico demais para revelar sua identidade.

Durante a adolescência, foi divertido especular que o remetente
seria um garoto por quem eu estivesse apaixonada, ou mesmo alguém que eu não conhecia e que havia me notado.

Minha mãe freqüentemente alimentava as minhas especulações. Ela me perguntava se havia alguém a quem eu tivesse feito uma gentileza especial e que poderia estar demonstrando anonimamente seu apreço.

Fez com que eu lembrasse das vezes em que estava andando de bicicleta e nossa vizinha chegara com o carro cheio de compras e crianças. Eu sempre a ajudava a descarregar o carro e cuidava que as crianças não corressem para a rua. Ou talvez o misterioso remetente fosse o senhor que morava do outro lado da rua. No inverno, muitas vezes eu lhe levava sua correspondência para que ele não tivesse que se aventurar nos degraus escorregadios.

Minha mãe fez o que pôde para estimular minha imaginação a respeito da gardênia.

Ela queria que seus filhos fossem criativos.

Também queria que nos sentíssemos amados e queridos, não apenas por ela, mas pelo mundo como um todo.

Quando estava com dezessete anos, um rapaz partiu meu coração. Na noite em que me ligou pela última vez, chorei até pegar no sono. Quando acordei de manhã havia uma mensagem escrita com batom vermelho no meu espelho: "Alegre-se, quando semideuses se vão, os deuses vêm."

Pensei a respeito daquela citação de Emerson durante muito tempo e a deixei onde minha mãe a havia escrito até meu coração sarar. Quando finalmente fui buscar o limpa-vidros, minha mãe soube que estava tudo bem novamente.

Mas houve certas feridas que minha mãe não pôde curar. Um mês antes de minha formatura no segundo grau, meu pai morreu subitamente de enfarte. Meus sentimentos variavam de dor a abandono, medo, desconfiança e raiva avassaladora por meu pai estar perdendo alguns dos acontecimentos mais importantes da minha vida.

Perdi totalmente o interesse em minha formatura que se aproximava, na peça de teatro da turma dos formandos e no baile de formatura – eventos para os quais eu havia trabalhado e que esperava com ansiedade. Pensei até mesmo em entrar em uma faculdade local, ao invés de ir para outro estado como havia planejado, pois me sentiria mais segura.

Minha mãe, em meio à sua própria dor, não queria de forma alguma que eu faltasse a nenhuma dessas coisas. Um dia antes de meu pai morrer, eu e ela tínhamos ido comprar um vestido para o baile e havíamos encontrado um, espetacular - metros e metros de musselina estampada em vermelho, branco e azul.

Ao experimentá-lo, me senti como Scarlett O'Hara em O Vento Levou... Mas não era do tamanho certo e, quando meu pai morreu no dia seguinte, esqueci totalmente do vestido.

Minha mãe, não. Na véspera do baile, encontrei o vestido esperando por mim - no tamanho certo. Estava estendido majestosamente sobre o sofá da sala, apresentado para mim de maneira artística e amorosa. Eu podia não me importar em ter um vestido novo, mas minha mãe se importava.

Ela estava atenta à imagem que seus filhos tinham de si mesmos.

Imbuiu-nos com uma sensação de mágica do mundo e nos deu a habilidade de ver a beleza mesmo em meio à adversidade.

Na verdade, minha mãe queria que seus filhos se vissem como a gardênia - graciosos, fortes, perfeitos, com uma aura de mágica e talvez um pouco de mistério.

Minha mãe morreu quando eu estava com vinte e dois anos, apenas dez dias depois de meu casamento. Este foi o ano em que parei de receber gardênias.

(Martha Arons)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

No dia em que Deus criou as Mães!


No dia em que Deus criou as

mães (e já vinha virando dia e noite há seis dias), um anjo apareceu-lhe e disse:

- Por que esta criação está lhe deixando tão inquieto Senhor?
E o Senhor Deus respondeu-lhe:
- Você já leu as especificações desta encomenda? Ela tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico. Deve ter 180 partes móveis e substituíveis, funcionar à base de café e sobras de comida. Ter um colo macio que sirva de travesseiro para as crianças. Um beijo que tenha o dom de curar qualquer coisa, desde um ferimento até as dores de uma paixão, e ainda ter seis pares de mãos.

O anjo balançou lentamente a cabeça e disse-lhe:
- Seis pares de mãos Senhor? - Parece impossível !?!

Mas o problema não é esse, falou o Senhor Deus - e os três pares de olhos que essa criatura tem que ter?
O anjo, num sobressalto, perguntou-lhe:
- E tem isso no modelo padrão?

O Senhor Deus assentiu:
- Um par de olhos para ver através de portas fechadas, para quando se perguntar o que as crianças estão fazendo lá dentro (embora ela já saiba); outro par na parte posterior da cabeça, para ver o que não deveria, mas precisa saber, e naturalmente os olhos normais, capazes de consolar uma criança em prantos, dizendo-lhe: - "Eu te compreendo e te amo! - sem dizer uma palavra.

E o anjo mais uma vez comenta-lhe:
- Senhor...já é hora de dormir. Amanhã é outro dia.

Mas o Senhor Deus explicou-lhe:
- Não posso, já está quase pronta. Já tenho um modelo que se cura sozinho quando adoece, que consegue alimentar uma família de seis pessoas com meio quilo de carne moída e consegue convencer uma criança de 9 anos a tomar banho...

O anjo rodeou vagarosamente o modelo e falou:
- É muito delicada Senhor!

Mas o Senhor Deus disse entusiasmado:
- Mas é muito resistente! Você não imagina o que esta pessoa pode fazer ou suportar!

O anjo, analisando melhor a criação, observa:
- Há um vazamento ali Senhor...
- Não é um simples vazamento, é uma lágrima! E esta serve para expressar alegrias, tristezas, dores, solidão, orgulho e outros sentimentos.
- Vós sois um gênio, Senhor! - disse o anjo entusiasmado com a criação.
- Mas, disse o Senhor, isso não fui eu que coloquei. Apareceu assim...

domingo, 1 de maio de 2011

THOR


O Marvel Studios continua em Thor (2011) a construção de seu universo adaptado das histórias em quadrinhos nas telas. O grande diferencial do longa-metragem do Deus do Trovão, porém, em tempos em que se procura um suposto "realismo" nas histórias de super-heróis para os cinemas, é a aposta em uma aventura das mais fantasiosas - uma que começa a trazer a essa mídia alguns dos conceitos mais complexos e imaginativos do Universo Marvel.

Até Thor, as produções controladas pela Marvel nos cinemas, os dois Homem de Ferro e O Incrivel Hulk, resumiram-se às aventuras embasadas na ciência. Agora, essa ciência ganha contornos muito mais fantásticos que Raios Gama e Geradores de Arco. O público começa a ser apresentado ao outro lado do Universo Marvel, em que magia e outros planos de existência vão surgindo.

Em Thor, afinal, somos apresentados aos asgardianos, seres imortais de outra dimensão, que, ao revelarem-se aos vikings, foram confundidos com deuses, iniciando a mitologia nórdica. Thor (Chris Hemsworth) é um príncipe desse povo, um jovem impetuoso e tolo, cujas ações desencadeiam uma nova guerra contra os Gigantes do Gelo, liderados pelo Rei Laufey (Colm Feore). Banido para a Terra por seu pai, Odin (Anthony Hopkins), ele precisa aprender lições de humildade se quiser tornar-se digno de brandir novamente sua arma, o martelo Mjolnir, e com ele seu poder imortal.

Toda a construção de Asgard, a morada dos asgardianos, enche os olhos, assim como a cultura desse povo. Figurinos, o design da cidade, a iluminação e as cores, é tudo impressionante - especialmente para quem cresceu lendo as aventuras do Deus do Trovão nas histórias em quadrinhos. Asgard nunca foi tão bem retratada no papel ou fora dele.

A seleção de Hopkins como o "Pai de Todos", Odin, é igualmente acertada. O ator dá enorme peso e nobreza ao personagem. Hemsworth, por sua vez, não compromete (seu peso é outro, em massa muscular). É Tom Hiddleston, o Loki, quem tem qualidade para segurar-se ao lado do oscarizado veterano. O inglês, que já trabalhou com o diretor Kenneth Branagh na série Wallander, divide com Hopkins as melhores cenas do filme, entregando ao cineasta a qualidade "shakespeareana" que o levou a se interessar pela história.

Branagh também aproveita a natureza épica do roteiro para criar batalhas emocionantes, à altura das maiores aventuras do personagem nas páginas dos quadrinhos. O embate de Thor com o Destruidor, por exemplo, é um dos mais empolgantes já mostrados em filmes do gênero.

Os problemas de Thor começam quando a trama, escrita por J. Michael Straczynski e Mark Protosevich, sai do plano de Asgard em direção à Terra. A necessidade de tornar a trama mais palatável ao grande público obriga o roteiro a martelar relacionamentos e situações mais próximas da realidade do espectador. Entra em cena então o núcleo formado por Natalie Portman (Jane Foster), Stellan Skarsgård (Dr. Selvig) e Kat Dennings (Darcy, um forçadíssimo alívio cômico), que servem como a âncora de Thor em nosso mundo. É fato que Natalie Portman é adorável... mas que uma noite de conversa fiada ao lado da fogueira baste para que Thor se apaixone e torne-se um protetor jurado de nosso planeta, à serviço de suas forças governamentais, é mais difícil de acreditar do que um mundo povoado por vikings imortais.

É um vício de roteiro difícil de relevar, por mais que o lado fã fale mais alto e vibre a cada referência e easter egg do Universo Marvel - do outdoor de "Journey Into Mistery" à participação de Jeremy Renner como Gavião Arqueiro, passando pela menção a Bruce Banner e a cena pós-créditos que deixa tudo pronto para o filme d´Os Vingadores. Apoiar-se em Shakespeare teria bastado. Aliás, basta há séculos.

Igualmente estranha é a opção de Branagh de filmar quase tudo no "ângulo holandês". Em linguagem cinematográfica, a inclinação da linha do horizonte é usada para causar desequilibrio e sensação de deslocamento. Mas quando o recurso é usado em excesso, o resultado em certos momentos beira a comicidade. Essa estética, combinada ao 3D, que pouco acrescenta ao filme, tira muito do mérito de Thor.

De qualquer maneira, por ampliar nas telas os limites do Universo Marvel para além da ciência, por deixar de lado o realismo e manter a diversão como foco e por abrir caminho para outras ideias (novamente, fique até o final dos créditos), a "Jornada aos Mistérios" de Thor é obrigatória aos fãs.

Érico Borgo Via Omelete